Todo mundo já mentiu alguma vez, muitos a partir de uma idade param por maturidade mas muitos não deixam de mentir também, existe as pequenas mentiras que podem ser consideras inocentes mas também as graves. Mas nós não somos os únicos a mentir.
As aranhas e besouros fingem-se de mortos, macacos enganam seus parceiros para obter vantagens ou mais comida, peixes que fingem ser pedras para comer suas presas entre outros seres que enganam para conseguir seus objetivos.
Em 2009 foi comprovado que até os robôs mentem, um estudo na Universidade de Lausanne (Suíça), cientistas criaram mil pequenos robôs que foram programados para procurar "comida" (sendo um sinal magnético) em um labirinto. Esse sinal ou 'comida' era insuficiente para todos os robozinhos. O objetivo inicial era que quando algum dos robôs encontrasse comida deveria automaticamente avisar aos outros através de uma luz em si.
Por rodada os robôs eram reprogramados e o algoritmo ou o software dos vencedores que acharam mais rápido eram instalados em alguns outros. E com isso era como se reproduzissem filhos com seus genes vencedores. Houve aí a seleção natural que sobrevive os mais inteligentes e perdura e melhora suas gerações.
Depois de nove gerações, os robôs eram experts em encontrar sua comida, mas aí alguns deles descobriram sozinhos que não precisavam avisar os outros quando encontrassem comida, e descobriram que podiam guardar toda comida para si. Esse comportamento se espalhou e depois de 500 gerações, 60% dos robozinhos aprenderam a mentir. Os robôs por competição pela comida evoluíram e aprenderam a esconder informações para se beneficiar sozinhos de sua comida energética.
Comprovado então que como robôs são capazes de evoluir também são capazes de mentir.
O aprendizado da mentira parece uma consequência natural e inevitável na luta pela sobrevivência.
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